Chapada dos Veadeiros: informações gerais

A Chapada dos Veadeiros é um destino que abraça diversos gostos. Pode ser jovem, ter meia-idade, gostar de conforto ou ser “roots”. Vou tentar explicar timtim por timtim as informações gerais que vocês precisam saber para aproveitar ao máximo as experiências que esse pedaço de paraíso pode proporcionar. 

A Chapada dos Veadeiros é um lugar muito mágico. Pode ser que nem todos sintam assim, mas foi um cantinho que me tocou muito desde a primeira vez que estive lá, em Julho de 2015. Como fiquei pouquíssimo tempo, voltei em Julho/Agosto de 2017 para passar duas semanas. Voltei tão leve e energizada que cheguei a chorar no avião de volta pro Rio, como se parte do meu coração tivesse ficado lá pelo cerrado. 

Escutei muitas explicações místicas sobre o lugar, mas as que eu mais gostei foram que a Chapada fica sobre um grande quartzo, o que dá grande energia ao local. Além disso, ela fica na mesma latitude de Machu Picchu, tendo alguma conexão mística com esse local.

Como chegar?

Para os que não moram em Brasília, tem que providenciar uma passagem aérea ou encarar uma longa estrada de carro até nossa capital. A boa notícia é que, saindo do Rio, dá pra encontrar passagens por R$100 o trecho, em média. Basta se programar e comprar com alguma antecedência. 

Depois de aterrisar na capital,  preciso seguir por mais umas 3 horas até chegar na Chapada. Para quem quer mais conforto e praticidade, o aluguel de carro é a melhor opção.

Também dá pra pegar um ônibus direto até Alto Paraíso. O grande problema são os poucos horários disponíveis na Real Expresso. A passagem custa R$46,95 e existem só três horários possíveis para a ida (às 10h, 19h e 21h). 

Já os que estão com menos dinheiro ou querem uma boa companhia, aconselho a entrar na vibe das caronas. Quer uma notícia boa? Essa é uma prática super recorrente por lá! OK, de fato, pegar carona com um desconhecido, principalmente sendo mulher (no caso eu estava com outra amiga), pode assustar. Mas relaxa, a energia da Chapada dos Veadeiros faz tudo conspirar para dar certo.

A primeira opção, principalmente para quem vai em feriados ou na alta temporada de Julho, é jogar no grupo de caronas do Facebook para ver se rola alguma. Eu consegui por ali e foi ótimo! O Tiago, motorista do carro, era super tranquilo, simpático e ainda deu várias dicas do que podíamos fazer por ali. Vale a pena também baixar o Bla Bla Car, um aplicativo de caronas que tem se difundido bastante aqui no Brasil. Na volta, a boa é ficar no trevo na saída de Alto Paraíso sentido Brasília e esticar o dedinho. 

Ah, se você estiver de carro, não esquece de praticar a carona solidária com a galera por lá! 

Onde ficar?

O primeiro passo e mais importante é dividir os dias que você tem na Chapada e escolher uma cidade para ficar, porque existem três cidades de base para quem quer explorar a Chapada dos Veadeiros.

Alto Paraíso de Goiás, pela qual se entra na região, é a mais “urbanizada”, tendo em torno de 7.000 habitantes. No meu ver, é uma cidade completamente voltada para o turista. Lá existem inúmeras opções de pousadas, hostels, alguns campings e até casas para alugar.

São Jorge já é uma vila mais roots, com chão de terra e aquele ar acolhedor de um lugar pequenino. Fica dentro do município de Alto Paraíso, mas a quase 35km. A maioria dos campings fica por lá, mas também existem pousadinhas e casas simples para alugar. 

Cavalcante já é mais distante, à 100km de Alto Paraíso. Lá é ainda maior e urbanizado, mas me passou uma impressão mais de cidade do interior, que funciona para atender a própria galera local e não só ao turista. Por ser mais distante, não é todo mundo que fica lá.

Quando ir?

Existem duas estações bem definidas na Chapada: o período de seca e o de chuvas. A seca vai de Maio até meados de Setembro, enquanto a chuva costuma começar em Outubro e vai até Abril. 

Ah, então não é legal passar o Réveillon por lá? Não necessariamente! As chuvas só se intensificam de verdade de Fevereiro à Abril, quando algumas cachoeiras até costumam fechar para visitação por conta do volume d’água. Já escutei falar que não vale a pena arriscar ir nesse período, ou você vai ficar meio restrito e até correr riscos. Afinal, esse combo chuva+cachoeira não combina muito. Entre Outubro e Janeiro costuma ter uma pancada de chuva ao longo do dia e só, mas nada que vá estragar o rolê.

Para garantir um bronzeado e o calor do sol, a época seca é a melhor opção. Entre Maio e Junho, não se engane: o sol é de rachar de dia e frio de se tremer de noite – não esqueçam de levar aquele casaco bem quentinho que fica no fundo do armário! Ah, em Julho rola o Encontro de Culturas na segunda quinzena e São Jorge fica o fervo. A galera da Vila costuma comemorar o final do Encontro com um “sobrevivemos a outro Julho”.

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