Martim de Sá

Martim de Sá: cantinho escondido do mundo

Sabe aquele lugar pra se desconectar do mundo e recarregar as baterias? Sim, é o paraíso escondido no estado do Rio de Janeiro chamado Martim de Sá, na região da Reserva Ecológica da Juatinga. 

 

Ok, não vou dizer que é moleza chegar lá, mas é aquilo: se você quer encontrar um lugar bem preservado, bonito e sem sinal de celular, não dá pra esperar que não seja minimamente escondidinho.

Como chegar?

-Até Paraty ou Paraty-Mirim

Pra quem vai de ônibus, é um pouquinho mais complicado: tem que pegar ônibus até Paraty pela Viação Costa Verde, (R$ 83,45/trecho – bem salgado) e, depois, pegar o barco no cais dos pescadores (costuma ser mais barato que o cais turístico).

Já para quem vai de carro do Rio, basta seguir pela famosa BR 101 até Paraty ou Paraty-Mirim. Apesar de terem falado que a segunda opção costuma ter barco mais barato, nós conseguimos estacionar de graça no cais dos pescadores em Paraty, o que compensou a suposta diferença da lancha. Em Paraty-Mirim a diária do estacionamento custa R$10. Ah, costuma aparecer bastante carona pelo BlaBlacar para Paraty.

Dica valiosa: saia bem cedo do Rio, por volta das 05 da manhã, para começar a fazer a trilha o mais cedo possível.

-Até Martim de Sá

Em Abril de 2016, a mini lancha estava custando R$50 por pessoa no trecho Paraty até Pouso do Cajaíba, aonde chegamos para fazer a trilha até Martim de Sá. Disse que não seria fácil, né?

E adianto mais: para quem adora trilhas, mas não é trilheiro  raiz (como eu), vai ter uma pequena dificuldade pra chegar lá, hahaha. A trilha é considerada de nível pesado. Vou confessar que isso é recompensado pelo visual no caminho. Ideal para dar aquela parada e recuperar o fôlego!

Quando chegamos em Pouso do Cajaíba, já nos encantamos com a praia de águas calmas e cristalinas. Apesar dos moradores dizerem que o percurso demora 1h, foram quase 2h até a praia de Martim de Sá. Depois de uma primeira parte de subida intensa, vemos a primeira vista da foto abaixo. Para os mais preguiçosos, ou que vão com um super equipamento de camping pesado pra trilha, tem lancha direto de Paraty e Paraty Mirim até lá por um preço bem salgado de R$100 por pessoa.

Sobre Martim de Sá

Em Martim, o relógio não tem vez. O dia parece ter 30 horas, o corpo fica ativado para dormir cedo e acordar junto com o sol – e o galo cantando. Chegar até lá é recompensador. Dar um mergulho naquele mar ou, melhor ainda, no encontro do rio com o mar, ajuda a recarregar as energias. Ficamos tão perdidas no tempo que, ao escurecer, pensávamos que já eram umas 21h, quando descobrimos que eram apenas 18h.
Não se esqueçam de carregar os utensílios eletrônicos previamente, já que não tem energia elétrica por lá e os caiçaras cobram R$5,00 para carregar os celulares. Aquele carregador portátil é bem útil para uma viagem como essa. Ah, uma lanterna também é bem vinda.
Os moradores do local são o seu Maneco e sua família. Além de render um bom papo, eles administram o camping (diária de R$20) e oferecem refeições (em média R$20 servindo até duas pessoas) para quem não vai equipado com a comida. Nós não éramos preparados como alguns campistas profissionais, mas também não tínhamos dinheiro pra comer fora. Resultado: queimamos uma panela no fogão à lenha e comemos macarrão por 4 dias. Aprendizado:fazer uma lista mental de receitas para a próxima.
Ir para Martim é se desconectar do mundo e se reconectar com a vida. É uma pausa para respirar nessa loucura do dia a dia. Claro que o destino está cada vez mais conhecido e, consequentemente, mais cheio, mas, ainda assim, vale muito a pena.

O que fazer na região?

Tirar um tempo para conhecer ou até mesmo campar nas praias “próximas” é aconselhável. Lembrando que têm alguns morros separando as praias da região.

Sumaca é ainda mais deserta que Martim de Sá. A trilha é de nível pesado com muitos “sobes e desces”. É uma boa opção para quem quer ainda mais sossego. Demoramos quase 2 horas pra chegar, mas a volta pareceu mais rápida.

O poção de Martim é ideal para quem só quer descansar e não fazer muita trilha (30 minutos até lá).

Outras opções, que não visitei, foram a praia de Cairuçu das PedrasPico do Miranda que dá vista para toda a região. Esses ficarão para uma próxima visita à tão amada região da Juatinga.

 

 

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