O norte do Rio Grande do Norte: São Miguel do Gostoso e Galinhos

O litoral norte do Rio Grande do Norte foi um destino brasileiro que realmente me surpreendeu. Além das belezas já conhecidas desse estado, São Miguel do Gostoso e Galinhos são destinos surpreendentes. Para quem quer um destino de praia, ainda não tão badalado, acabou de encontrar a opção certa.

Roteirinho pelo Rio Grande do Norte

Natal – São Miguel do Gostoso – Galinhos – Pipa
 
Se quiser visualizar no mapa, clique aqui.

São Miguel do Gostoso

São Miguel do Gostoso

São Miguel é um destino ainda pouco explorado para quem vai visitar o estado brasileiro em que o vento faz a curva. Talvez pela estrutura mais simples – mas nada rústica, diga-se de passagem. Existem boatos sobre a construção de um resort no local, mas ninguém sabe informar ao certo. Egoistamente, espero que não aconteça, já que o lugar é uma graça dessa forma mais intimista.
 
Deve ser esse lugar de sossego e paz pela dificuldade de acesso, principalmente para quem está sem carro. Eu e minha amiga vínhamos de Canoa Quebrada, Ceará. Para isso precisamos pegar um táxi (por causa do horário do busão que saia de Mossoró) e dois ônibus (um de Mossoró até Natal e outro de Natal para São Miguel).

Afinal, como chegar?

Para quem vem de carro, de Natal, é só seguir pela BR 101 em direção ao norte. São 1h e 20 min de carro, mais ou menos 110 km. De Fortaleza, é só seguir pela BR 304 rumo ao sul (litoral leste). 
 
Para quem vai de busão, a coisa complica. É impressionante como a malha rodoviária brasileira é mal interligada, o que acaba afastando muitos turistas! Não só pelo perrengue, mas também pela falta de informação. É preciso chegar até Natal (não existem outras linhas que passem por São Miguel que não sejam de lá) e pegar um ônibus na rodoviária da Viação Cabral.  Para consultar os horários completos, que não são muitos, clique aqui. A passagem, em janeiro de 2016, estava custando, em média, R$20.

Aonde ficar? 

Talvez não consiga passar boas indicações de pousada, já que não fiquei em nenhuma. Escutei falar que não eram caras e tinham uma boa estrutura para quem quer mais conforto. Com certeza, o Booking ou o site de São Miguel apresentam boas opções.
 
Nós simplesmente caímos na rede de uma varanda de uma senhora local, que foi muito fofa e nos abrigou na primeira noite. Na segunda noite, demos sorte de ficar (de graça) num quarto de um conhecido que era de frente para a praia. Ele simplesmente esbarrou com a gente, enquanto estávamos deitadas nos nossos mochilões tirando uma soneca na areia. Dessas coincidências que só acontecem em filme.
 
Quando chegamos na cidade, também nos ofereceram estadia no hostel El surfista, lugar que essa senhora trabalhava. No entanto, estávamos com pouco dinheiro e sem barraca (um erro!) para acampar no quintal do hostel. A diária nele me pareceu salgada: R$70 em quarto compartilhado e R$30 para o camping.
 
 

que fazer?

Além das lindas praias da própria cidade, o ponto alto do lugar é a Praia de Touros (ou lugar em que o vento faz a curva, já que se encontra no ponto do Brasil mais à leste possível). Dá para chegar andando ou de mototáxi (R$ 10). O lugar tem um mirante e o farol, aonde o pôr do sol se despede no mar. Tivemos a oportunidade de ver ninhos de desova de tartarugas, protegidos por marcas amarelas para que elas nascessem com conforto, um amor.
 
Conhecer o começo da BR 101, que corta nosso país por todo seu litoral até o Rio Grande do Sul. Acredite, seu marco 0 é pertinho de Gostoso.
Para os amantes dos esportes, o lugar é ideal para a prática de kite e windsurf por causa dos ventos constantes. O point é a Praia do Santo Cristo.
 
Um mergulho em Perobas (praia relativamente próxima à São Miguel) é uma opção para quem quer fugir ao passeio lotado aos Parranchos de Maracaju. E o melhor, partindo de São Miguel, dá para conseguir chegar lá de mototaxi ou transporte público. Vans partem do centro de São Miguel, o que torna o passeio mais barato (R$ 70).
 
Se fizer esse passeio saindo de Natal terá que desembolsar um pouco mais (R$ 130). A dica é chegar cedo para garantir o passeio, porque, geralmente, as pessoas já chegam lá com passeio marcado. Infelizmente, quando eu fui de São Miguel, começou a cair um temporal, então só conheci Perobas fazendo um passeio a partir de Natal, que também valeu muito a pena, apesar de ser mais caro! A sorte (e o plus) foi que paramos em Punaú, um lugar com rio de água doce e uma área de lazer incrível para tirar aquele cochilo da tarde e descansar do sol forte da praia.
 
Se não quiser se hospedar em Galinhos, dá para fazer um passeio de ida e volta de bugue. Saindo bem cedinho e voltando de tarde, o passeio tem duração de 8 hs. Infelizmente, não conseguimos fazer, já que o bugue custava de R$450-500 para 4 pessoas e nós estávamos em dupla, o que inviabilizava o orçamento.
 
 

Galinhos

Um pequeno e rústico vilarejo, com pousadas intimistas e restaurantes caseiros. Suas ruas de areia dão aquele ar informal, mas não tão badalado quanto Jericoacoara. Galinhos é conhecido pela exploração de sal, sendo possível avistar as grandes “montanhas”das salinas quando se pega o barco de Prata Gil.

Como chegar?

Saindo de São Miguel, vá até João Câmara e siga pela BR 406 na direção oposta de Natal até Pratagil. Se estiver de carro, terá que deixar o carro por lá e pegar algum dos barcos para atravessar até o vilarejo (costumam sair até as 17).
 
De ônibus, como sempre, é algo mais difícil. O Expresso Cabral, que faz a rota até Gostoso, faz uma parada em Pratagil e sai de Natal às 06:00. O horário de volta é é às 17h15. A passagem custa R$ 32,10 (janeiro de 2016).
 
As outras duas opções são: fazer passeio de bugue desde São Miguel do Gostoso ou fechar um passeio bate e volta de Natal (R$ 180). Infelizmente, essa última opção foi a minha. Apesar de ter aproveitado muito o dia nesse vilarejo perdido entre salinas e dunas, gostaria de ter passado alguns dias ali.
 
 

O que fazer?

Passeio de charrete (ou a pé para os econômicos e que não querem explorar os animaizíneos) até o farol para admirar o pôr do sol; passeios de bugue até a praia de Galos (com aquelas estrelas do mar mortas) por uns R$ 50 por pessoa; passeio de barco pela ilha, podendo optar por passeios diferenciados, como é o caso do Jr. Tubarão, que pesca o peixe fresquinho, naquele momento; ou apenas aproveitar um dia para passear por aquele vilarejo praiano, ainda tão pouco explorado.
 
Querem uma dica? Corram para conhecer esses lugares antes que grandes redes hoteleiras ou o turismo em massa os descubram, afinal, a graça destes locais, além das belezas naturais, é o clima do “interior” à beira mar.
 
OBS: para quem gosta de acampar, nessas duas cidades era fácil conseguir um lugar para ficar com a barraca, desde campings estruturados, até quintal dos moradores locais.
 
 

 

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